24.2.06

Peça: 22. Paisagem Ouvida Entre a Matriz de Sant’ana e os Currais

4 horas:

dobram
sinos
dobram
sinos

na igreja matriz
e no pescoço das cabras:
que se assombram
no cio.


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Na foto, centro de Currais Novos em 1937. Quae tudo mudou, mas pouquíssima coisa está diferente. Coisas destas terrras. O fotógrafo, infelizmente, é desconhecido.
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Este é um post dedicado especialmente a alguns amigos com quem converso, vez em quando, a respeito desta peculiar Currais Novos. Entre eles: Fabio e Ana Ulanin, Moacy Cirne, Anne Frichenbruder, Marcos Pardim, Milton Ribeiro

30 comentários:

Dona Estultícia disse...

peça curta e certeira. para quem se assusta com as cabras no cio. Abs.

Milton disse...

A mim? Muito obrigado!

Um dia, gostaria de fazer uma tour blogueira pelo país. Currais Novos estaria no roteiro, é claro.

O problema é aquele de sempre.

Grande abraço.

_Maga disse...

Simples, como tu
Bela, como sempre

Beijos

marcos pardim disse...

estar entre os amigos a quem dedica tão belo post, Theo, é honra por demais. obrigado.
...
Currais Novos - fico daqui, de tão longe, a imaginar como seja e que espécie de sentimentos me causaria. por hora, só sei que tens um belo nome. remete aos currais, ao brasil agrícola, ao povo sertanejo. mas, também, aberta ao novo, propiciando coisas tão ... tão ... Théo. 1 abraço, velho.

CeciLia disse...

Theo,

Sobral faz parte deste mundo instigante demais, que mora tão longe do sul. Como podem ser tão diferentes as cenas dentro de um mesmo país?

Outra coisa: escreví para a Pasárgada, sobre a tuA Casa Miúda. Não tive resposta. Será que o e-mail do blog funciona?

Abraços

CeciLia disse...

Theo, podes substituir Currais Novos por Sobral no post, antes de aprová-lo? Deu um tilti aqui nos neurônios. Coisas da idade, meu caro. Obrigada.

Anônimo disse...

Theo,
é um prazer imenso te ler. Adjetivos nÃo faltariam para comentar este texto mas acredito que meu silêncio seja mais eloquente. Grande bjo.
Anne

Maria Odila disse...

Para matar saudades e voltar a te ler e reler. Beijos, todos
Odila

Paulinho Patriota disse...

Caro Theo:

Peça tão assombrosamente lúcida pregou uma peça em mim: e nos meus olhos rasos d'água flutuaram os estilhaços do tempo...

Grande abraço pernambucano.

Anne disse...

Théo,
Enquanto dobram os sinos, meu silencio parece ecoar ;)
Em pleno carnaval chegar ao museu e me deparar com esta nova peça é algo... singular.
A foto e teu comentário já valeriam um post.
A palavra é pequena mas... obrigado!

Moacy disse...

Grato, Theo, pela homenagem. Aliás, o seu poema merece ser republicado em outros blogues & outros espaçs. Um abaço.

Ronaldo disse...

caro theo! é sempre bom visitar esse museu, e encontrar um poema tão belo, e uma foto da minha querida Currais. bela foto!!!!!!!

Um forte abraço! e obrigado por colocar o "seridó" nas mostras recomendadas.

Marilena disse...

Théo, a límpida, mas ao mesmo tempo sofisticada palavra sua, assim como a ternura que ela expõe, só faz a gente agradecer a você por sua generosa contribuição poética neste nosso mundo. E, por que não, agradecer também a Currais Novos, por nos proporcionar tão grande talento. Obrigada Théo. Obrigada Currais Novos. Bjs. (Não suma mais, ao menos não suma por tantos dias, porque a gente sente falta ...)

marcia cardeal disse...

um colar de luzinhas no pescoço da palavra. beijo.

célia musilli disse...

som de sinos e imagem de cabras, texto bucólico e belo... um beijo.

célia musilli disse...

som de sinos e imagem de cabras, texto bucólico e belo... um beijo.

célia musilli disse...

som de sinos e imagem de cabras, texto bucólico e belo... um beijo.

Ana Paula Russi disse...

Que bela foto...
Bonito de ver e ler.
Abraço franco
AP

Ivã Coelho disse...

Os sinos dobram também nos pescoços dos humanos, no mesmo estado destas cabras, mas ninguém percebe, ou poucos o fazem. Como disse a Estultícia, certeiro. Que dobrem os sinos.

Abçs

Márcia disse...

beleza pura, Theo. uma pequena maravilha.
beijo e beijo.

Claudinha disse...

Olá Theo, estou passando para ver se atualizou. Já li este post e acreditava ter comentado. Um bom resto de semana para você!

Mut disse...

Por Quem Os Sinos Dobram? Enquanto isso , vou ficando com o velho.

Um abraço!

E o mar...

adelaide disse...

É bom quando o amor à terra expressa sua face mais bonita. Você sempre consegue isso, Theo. Um beijo.

Theo G. Alves disse...

PEDINDO DESCULPAS:
aos bons visitantes deste museu, com o qual vocês são sempre atenciosos, quero pedir desculpas por minha prolongada ausência - sobretudo por não ter podido responder a cada comentário, como é costume por aqui.
Mas também peço desculpas por outro problema: tenho recebido alguns comentários (sempre vão para o meu e-mail antes de chegarem a este blogue) que são autorizados por mim, que aparecem no status como "publicados", mas que não aparecem na lista dos comentários.
Não sei o que acontece (nunca sei) com o blogspot e por que motivo os comentários nao aparecem. Espero que se resolva logo.
Enquanto isso, reitero meu pedido de desculpas.

Um grande abraço e fico torcendo para que o trabalho seja um tanto mais leve nas próximas semanas.

Theo

Marco Santos disse...

Grande Théo!
Prazer em conhecer a sua Macondo.
Escrevi para o endereço que você recomendou e até agora nada! Vou ficar sem o seu Casa Miúda? Que tal você xerocar o seu exemplar e me mandar? Me diga quanto é e como eu faço para depositar o dinheiro.
Curioso: Moacy Cirne foi meu professor na UFF (sou formado em Jornalismo por lá). Um forte abraço, parceiro!

ODON JR disse...

Théo

o seu olhar observador
faz de seus poemas
fotografias recortadas
de uma paisagem no interior

Muito belo o poema! Um grande abraço.

camilo rosa disse...

Meu caro Théo.

Depois de longo afastamento, retorno ao mundo das virtualidades.
Seu Museu de Tudo saiu dos meus olhos, mas não da minha memória desobediente.
Agora estou aqui e te espero lá no meu papel passado - em novo endereço.
abraço seridoense.

Marco Santos disse...

Grande Théo: Já li no Antigas Ternuras a sua resposta. Legal! Vou adorar receber um Casa Miúda. Mas como disse lá, só aceito se você me permitir pagar por ele.
Um abração!
(É Marco, sem "S")

Edilson Pantoja disse...

Meu caro Théo,
Quatro horas, uma peça em quatro dimensões da paisagem: a vista, a ouvida, a lida e a imaginada. Belo.
Mas sinos sempre assombram.

manoela disse...

bonita foto!