21.5.10

moscas e pó

certamente não há neste museu, nesta casa de quem sou, peça mais recorrente que a poeira destas prateleiras sem tino. ou mesmo que as moscas que nelas descansam.

a espera e o silêncio são a matéria os escombros do que faço, do que sou.

este museu continua aberto, mesmo em surdina, e um dia voltaremos aqui - minha voz e eu.