26.12.14

Exposições no Museu: Meus Discos Favoritos de 2014

Desde a adolescência, tenho o hábito de ouvir discos. Por discos, me refiro a álbuns inteiros, da primeira à última faixa, claro. Tenho muito a agradecer a alguns amigos em especial, eles: Flavio, Denis, Ana Lúcia, Renato, Beto (fisicamente mais distantes), porque não tínhamos o hábito de FM de ouvir faixas favoritas, misturar músicas, bandas, discos... ouvíamos trabalhos, respeitávamos a ordem das faixas, e aprendi a respeitar o disco como obra através dessas pessoas tão especiais para mim. E continuou assim, fosse pelas trocas de discos com Wescley nas manhãs e noites da cidade, ou com o Bruno Capelas, que era um guri que já nasceu entendendo de música, pelas vias virtuais da vida, e hoje entende de tudo mais que qualquer pessoa.

Por isso mantenho o hábito de publicar neste museu enfeitado de poeira digital as minhas listas de melhores discos do ano. Na verdade, não “melhores”, mas “favoritos”. Também devo isso a esses amigos, que me ensinaram o gosto por pesquisar e apostar na beleza do porvir: perdi a conta de quantas vezes, antes do advento da internet, comprei CDs tão caros para um jovem professor baseado apenas em uma “influência” citada pelo líder da banda ou por uma faixa que me fazia pensar sobre o que viria a seguir. Tenho a sorte de continuar descobrindo coisas boas, coisas ótimas. Tanto que na lista deste ano há alguns bons músicos e bandas que não me foram apresentados por ninguém especificamente, mas que encontrei nessas pesquisas mundo virtual a fora: Lady & West, Igor de Carvalho e Jordan Ruiz, por exemplo. Não apenas pessoas muito talentosas, mas gente muito boa e interessada em espalhar a palavra, o som.

Continuo ouvindo música. Quase compulsivamente. Ouço discos e mais discos e mais discos, embora muito menos do que eu gostaria. Queria poder viver de música, leituras e filmes e esse é um daqueles sonhos improváveis/impossíveis antigos, que a gente continua nutrindo para não ser devorado pelos dias. Viver de arte, me alimentar de arte. Mas a quem importa esse depoimento? Aliás, a quem importam minhas listas? Não sei. E estas são perguntas – como tantas outras – para as quais não tenho a pretensão de achar respostas.

Vamos aos discos:

Entre os estrangeiros:

Half the City, St. Paul & The Broken Bones

The Mountain, de Jordan Ruiz

My Favourite Faded Fantasy, de Damien Rice

Please, de Sonde Lérche

Bright Soul, de Lady & West

Popular Problems, de Leonard Cohen
The Way, de Macy Gray
Post Tropical, de James Vincent McMorrow
Amplified Soul, de Incognito
English Oceans, de Drive by Truckers



Entre os nacionais:

Nomade Orquestra, de Nomade Orquestra

Convoque Seu Buda, de Criolo

Barulho Feio, de Romulo Fróes

Sobre Noites e Dias, de Lucas Santtana

Banda do Mar, de Banda do Mar

A TV, a Lâmpada e o Opaxorô, de  Igor de Carvalho
O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui, de Emicida
Imune, de Diogo Poças
Na Loucura e na Lucidez, de Tatá Aeroplano
Massagueira, de Fino Coletivo


O desejo é o de, com o passar dos dias, ir escrevendo algumas observações sobre os discos escolhidos. Sem pretensão, sem cobranças, sem cronologia, sem obrigações... enfim, impressões sentimentais dos discos, dos melhores discos que ouvi em 2014. Certamente, em alguns meses, terei ouvido outras coisas produzidas em 2014 e queria tê-las colocado na lista. Mas estou aprendendo que o tempo tem dessas coisas. Paciência.

Uma coisa bacana da lista, além de serem discos lindos, é que boa parte está disponível pra download gratuito ou streaming: é só procurar ou esperar as impressões dos discos.


No mais, bom ano e boa música! 

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