21.5.10

moscas e pó

certamente não há neste museu, nesta casa de quem sou, peça mais recorrente que a poeira destas prateleiras sem tino. ou mesmo que as moscas que nelas descansam.

a espera e o silêncio são a matéria os escombros do que faço, do que sou.

este museu continua aberto, mesmo em surdina, e um dia voltaremos aqui - minha voz e eu.

11 comentários:

CeciLia disse...

E tua voz, Theo, colocará luz refringindo sobre o pó. E tua Palavra, escrita e explícita, espantará as moscas dos tempos silenciosos e abrirá a todos, mais outras vezes, as portas do Museu. abraço de aguardo
CeciLia

Theo G. Alves disse...

cecilia,
fico sempre grato e comovido com sua generosidade, sua delicadeza.
obrigado.
abraço de quem voltará.

Thiago Leite disse...

Ora, até mesmos os avisos protocolares da administração deste departamento são peças dignas de estar à mostra.

Com certeza há muita matéria prima a ser explorada na confecção de novas peças, e continuarei retornando, esperando ver algo novo.

Abraço.

Claudinha ੴ disse...

Caro amigo, sempre venho espanar as poeiras e abrir as janelas... Quando chegar a hora você volta!

Queria avisar que lhe enviei um email, no endereço que tenho, fazendo um convite à respeito do meu blog. Gostaria de saber se o recebeu ou para onde devo reenviar.

Um beijo!

douglas D. disse...

espero por tua poesia.

Marco disse...

Caro amigo Theo,
vejo meus caros escribas todos se retirando da blogosfera, deixando saudades. Espero que você volte logo a postar seus belos escritos.
Carpe diem. Aproveite o dia e vida.

Theo G. Alves disse...

thiago, claudinha, douglas e marco

me sinto honrado e agradecido pela gentileza de vocês, pelo carinho.

o museu anda assim empoeirado porque a a vida cotidiana às vezes é dura demais para alguns. sou dessas pessoas felizes que sofrem um bocadinho. a falta de tempo me maltrata, mas é como pode ser agora. não tenho escrito, embora tenha desejado fazê-lo. falta-me tempo, disposição.

este é um ano para que as últimas mudanças se assentem, para que os dias se acalmem. estou à espera, ainda que nao esteja imóvel.

voltarei. sinto falta deste lugar. sinto falta dos amigos.

peço desculpas. mas eu volto sim.

abraço enorme!

Marcel disse...

Não tarde.

Theo G. Alves disse...

assim seja.

Mara faturi disse...

AMÉM!
VOLTE !! PORQUE SEU SILÊNCIO INUNDA NOSSAS ALMAS EMPOEIRADAS,
GRANDE ABRAÇO!

Theo G. Alves disse...

mara,
a gentileza e carinho dos amigos sempre me faz querer voltar. obrigado.
abração!!