4.1.10

Peça: 61. A Casa Materna

a casa materna
está vazia

xxxxxx não de
xxxxxx suas paredes?
xxxxxx suas madeiras?
xxxxxx seus tendões
xxxxxx de eletricidade?

a casa materna
está vazia

xxxxxx da
xxxxxx rede pendurada
xxxxxx nas paredes
xxxxxx da sala
xxxxxx como um sorriso.

a casa materna
está vazia

xxxxxx os dias
xxxxxx cessaram sua caminhada?
xxxxxx as horas
xxxxxx repetem 11 vezes
xxxxxx a mesma manhã?

a casa materna
está vazia

xxxxxx não de
xxxxxx memórias
xxxxxx não de
xxxxxx escombros
xxxxxx não de
xxxxxx rosários

a casa
está vazia.

20 comentários:

Mariana Botelho disse...

Theo,

muito me agradam esses poemas que remetem a essas lembranças. Também tenho uma casa vazia.

Theo G. Alves disse...

sim, mariana. assim são essas casas vazias. vivo dentro e fora da minha.

abraço!!

Moacy Cirne disse...

Delicadeza.
Ritmo.
Poesia.
Pra que mais?

Como vão as coisas em
Santa Cruz?

Um abraço.

Arthur Dantas disse...

oi, Theo. Fazia tempo que não vinha aqui. Lembranças de casas vazias, vejo isso em meus sonhos. Um abraço.

Theo G. Alves disse...

moacy,

a sua generosidade de sempre. obrigado.

aqui em santa cruz está tudo bem. a família justifica o esforço, a adaptação.

um grande abraço!

Theo G. Alves disse...

arthur,

também eu tinha vindo pouco aqui ultimamente.

fico feliz em vê-lo por aqui.

abraço!!

Mara faturi disse...

Que bom que estás de volta à casa ( tão rica de imagens, encanto e poesia); Gosto imensamente do que escreves!! Ahhhh...suspiros de admiração;)
bjo!!!

nina rizzi disse...

" a janela estava aberta, para o que não sei, mas o que entrava era o vento dos lupanares de mistura com o eco que se partia nas curvas cicloidais. Não posso atinar no que fazia..."

a min ha casa é vazia também. e também deu poesia, mas, que pena, não asism tão boa.

um beijo.

Iara na Janela disse...

mas é tão cheio o coração!


sonhei com vcs essa tarde.

toda saudade.

beijão pros três do coração!

Theo G. Alves disse...

mara,
você é sempre tão gentil e generosa comigo.
eu agradeço imensamente. (suspirando também) :)

beijo enorme!

Theo G. Alves disse...

nina,
muita modéstia sua. sua casa vazia está repleta de boa poesia.

beijo!

Theo G. Alves disse...

iarinha,
quase fomos tocar a campainha de voces novamente, mas era manhã, sabíamos da noite animada então resolvemos te deixar dormir :)

saudades. muitas. vamos combinar logo o dia de voces virem.

beijo grandão procês!

Claudinha ੴ disse...

Não sei se estou enganada, mas creio já ter lido este poema aqui. Ele é forte e marcante, não dá para esquecer. Estou enganada?

De qualquer maneira, belo!
Um beijo

Theo G. Alves disse...

claudinha,
na verdade este é um poema inédito. escrevi-o há poucas semanas, ainda digerindo alguns acontecimentos.

muito obrigado!
beijo!!

Thiago Leite disse...

Sem tudo isso não haveria casa. A casa está lá, só está vazia...

douglas D. disse...

emociona vir aqui...

Theo G. Alves disse...

thiago,
é bem isso mesmo.

Theo G. Alves disse...

douglas,
fico sempre contente que você venha.

J.R. Lima disse...

Salve, Theo.

Vazia, a casa se enche de lembranças, de passado, de toda a poesia que o tempo faz esmaecer, mas que, concedo, ainda não se apagou.

Theo G. Alves disse...

J.R.,
salve!

tens toda razão: assim é a casa.

abraço!