13.8.09

Peça: 55. De Um LIvro À Estante


Com certa tristeza devolvo à estante um livro do José Gomes Ferreira, cuja poesia humana e viril faz conforto a quem sou, a quem creio ser.

Com certa tristeza devolvo à estante o livro do Zé Gomes, a quem reencontrarei (o livro, por óbvio, não o Zé) sempre de passagem e brevemente, como quem reencontra um amigo de longo tempo em uma esquina currais-novense e que se não pode demorar porque a velocidade do dia não lhe permite viver decentemente.

E como a este amigo reencontrado, direi distraidamente: não percebera o quanto senti saudades suas. E voltarei a andar, pelas ruas ou pelas estantes-livrarias-bibliotecas, apressadamente, mas com o coração cheio e reanimado.
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E se não é a cara do Zé Gomes aí na foto!

7 comentários:

CeciLia disse...

E não é feito dessa matéria, o tempo? Dos encontros guardados na estante,pelas esquinas, nos envelopes ainda fechados à espera sobre a mesa? Bela descrição, poeta.

Sobre o teu post ao desagravo no Lua, preciso dizer que, embora concordando com a necessidade de punição, o temor pelas vias curvas que por vezes assume a nossa justiça, me faz não explicitar em público o nome. Mas sempre posso enviar por e-mail...rs... citando nome, livro, edição, etc...

Abraços e obrigada pela solidariedade

Theo G. Alves disse...

cecília,
você é mesmo muito gentil. e sua presença aqui melhora este museu, tenha certeza.

eu compreendo as circunstâncias quanto ao desagravo, mas se puder me mande mesmo um e-mail com as revelações. gosto de ver o milagre e de saber quem foi o santo responsável.

um grande abraço!!!

Theo G. Alves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
celia musilli disse...

É Theo, assim bebemos a vida, de livro em livro...Um beijo.

Claudinha ੴ disse...

Olá Theo!
Que belíssima visão do amigo livro. Eu me sinto assim, exatamente assim, com alguns deles. A liturgia do papel é algo que me fascina! Um beijo!

Theo G. Alves disse...

célia,
é bem verdade. e que bela companhia são os livros, especialmente pros de poucos amigos.

beijo bem grande.

Theo G. Alves disse...

claudinha,
a liturgia do papel fascina de verdade. às vezes fico com medo daquelas histórias do bloom de que o ciclo da leitura está no fim. mas veremos.
beijo bem grande.