30.7.09

Peça: 53. O insone

A caneca quase transbordava de um café frio e amargo. Não dormiria outra vez, como já não dormia há anos: sem sherazades, sem grandes aventuras. Insone, reconstruindo a memória de seus dias, nada mais. E assim seria, será. Até sua última noite, que talvez não chegue jamais.

12 comentários:

Claudinha ੴ disse...

Theo, podem ser até 1001 noites, ou mais, mas também é importante recontruir a memória. Somos aquilo que vivemos!
Beijo.

Theo G. Alves disse...

claudinha,
tens toda razão. a memória carece ser reinventada, me parece, ou melhor, se bem me lembro. é minha função, sina, gosto.

um beijo bem grande!!

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a parte dois desse comentário, claudinha, é pra dizer que recebi os agradecimentos pelo Blog de Ouro, mas essa peste do Blogger resolveu encrencar com os comentários que recebo desde as últimas postagens e não tenho conseguido publica-lo. por isso copiei-o e o publicarei a seguir.
beijo de novo!

Theo G. Alves disse...

POR CLAUDINHA:

Uai... Eu tinha vindo aqui e agradeci o presente... Sumiu o comentário...

De qualquer forma, disse que fiquei lisonjeada em receber o selo, principalmente vindo de alguém cujo antigo blog (O Centenário) marcou meu início na blogosfera e trouxe pessoas maravilhosas ao convívio.
O selo já está lá no Presentes.

Beijo!

Theo G. Alves disse...

claudinha,
quem agradece sou eu. você é sempre o cúmulo da gentileza e generosidade comigo. e fico, sinceramente, tocado quando te vejo falar do Centenário com tanto carinho. faz bem essa sensação de que não escrevemos para a efemeridade. por isso redobro o agradecimento.

beijo!

marcos pardim disse...

insone juramentado e judiado que sou, a diferenciar-me deste aqui, apenas o fato de que a minha última noite chegará... que tarde a chegar, pelamordedeus, mas que chegue (rsss...). 1 abraço

Theo G. Alves disse...

ah, pardim meu caro,

a última noite deste insone também chegará. torço pra que chegue, embora não tenha pressa. na verdade, que demore um bom tempo. pra ´nós.

grande abraço!

CeciLia disse...

Ah, eu trocaria de bom grado o café por uma cuia de mate um tanto amargo. Brindemos à escuridão, meu caro. Brindemos. (Tão bom vir aqui)

Mulher na Janela disse...

uma última noite de eternidade e silêncio. além da poesia.

um grande beijo, a essas três figuras lindas! adoramos revê-los!

Theo G. Alves disse...

cecília,
nunca tomei um mate amargo, mas se você diz que é bom, eu acredito. mais importante ainda é o brinde: brindemos!

é ótimo que você venha aqui. agradeço honestamente.

beijo!

Theo G. Alves disse...

iara,
eternidade, silêncio e poesia são coisas que duram mesmo muitíssimo.

ótimo rever vocês também, pena termos de correr tanto no final... a culpa foi da salada: nunca pensei que demorasse tanto! :)

na proxima iremos com mais tempo.

beijo pros três!

célia musilli disse...

Linda esta perolazinha melancólica que vc postou aqui..adoro textos assim, intimistas e cheios de sutileza. Vim tb agradecer sua visita ao meu blog, fico muito feliz quando te "vejo" lá, talvez vc não saiba, mas é um de meus primeiros "amigos de blog", tanto que seu nome consta no Sensível Desafio no alto da lista de blogs indicados, perto do Marcos, o Pardim...E parabéns pelo nascimento da filha, imagino que seja mesmo a coisa mais linda do mundo...Filho, Theo, dá um sentido novo, novíssimo, a nossas vidas. Disto não tenho a menor dúvida...Tenho filhos gêmeos, dois meninos...rs. Parabéns e felicidades.Um beijo!!!

Theo G. Alves disse...

célia,
fico triplamente agradecido: por tuas palavras, pelas gentilezas todas e por compartilhar de minhas alegrias.

saiba que sempre visito o seu universo, mesmo quando passo por lá em silêncio. é assim com alguns poucos blogs que consigo ler com mais frequencia dado o pouco tempo que tenho pra estar aqui.

eu agradeço e muito por tudo. beijo bem grande!