20.4.09

Peça: 50. O Avesso da Triste Figura

às
5 da manhã
o quixote me desperta:

sua triste figura
e sua cavalaria
são
o avesso
de sua fealdade
e inépcia.

às
5 da manhã
o dia começa

por seu inverso -
avesso -
inverno temporão
das madrugadas
de janeiro.

e
o quixote
batendo às portas
de meu sono:

dulcinéa na ribanceira
de seu cavalo sem asas
e as raízes da noite
feitas pó
sob meus olhos
de madeira

18 comentários:

Claudinha ੴ disse...

A mim, Theo, vem claramente as letras dO Centenário e sinto saudades daqueles meus primeiros passos na blogosfera, iluminados por você também. Vejo o avesso da triste figura despertando para um novo dia, mas significando uma nova era, uma nova etapa da vida...
Muito bom!
Beijo!

Theo G. Alves disse...

claudinha,
o danado do quixote nunca me deixa... e eu nunca o abandono.
um grande beijo!

Maria Maria disse...

Bacana essa analogia com Dom Quixote!Alma de menino!
Gosto de ver o curador desse museu produzindo sempre.

Beijos,

Miss Eme

Theo G. Alves disse...

Miss Eme,
que graça e sutileza sua presença nesta humilde casa de poeira.

Muitíssimo obrigado!

Beijo!

douglas D. disse...

cara, que bonito!!

Theo G. Alves disse...

douglas,
muito obrigado!

abraço!

celia musilli disse...

Beleza de poema..Quixote e Dulcineia são para mim, eternamente, a ideia do grande sonho...UM beijo!!

Theo G. Alves disse...

célia,
quixote e dulcinéa são mesmo a beleza idealizada, o sonho.
beijo bem grande!

Mut disse...

Mestre , só sei de uma coisa: o meu Quixote tá muito mais prum despertador pra interromper o sono com a querida Dulcinéia.

Andas sumido , mas eu também não tenho muito que reclamar: há dias como hoje em que saí de casa às seis da manhã e retornei às dez da noite. :D. Numa calma sertaneja , a gente se encontra qualquer dia.

Abração!

Mulher na Janela disse...

Théo,

a sua poesia nos oferece sempre um encontro com o sublime... voamos protegidos sob as asas desse cavalo, desse menino, desse poeta, quixote.

um beijo de ansiedades (tô doida pra conhecer nandinha0...beijos à mãe dela.

Arthur Dantas disse...

olá, Theo. peço-lhe desculpas pelo desaparecimento, é que tive alguns problemas com minha conexão e passei um tempo sem poder postar, mas agora estou voltando! E a poesia, maravilhosa... Quixote, grande cavaleiro!

Theo G. Alves disse...

mut, meu velho,
sei como sao essas coisas de vida maluca... dias fora de casa, excesso de coisas pra fazer. só de pensar...

abraço!!

Theo G. Alves disse...

iara,
a proteção vem de suas palavras.
eu a agradeço, te agradeço.

e imagina a ansiedade aqui? eu já acordo com ela me chutando à noite :)

beijo grande pra vocês!

Theo G. Alves disse...

arthur,
é bem verdade que a tecnologia veio pra resolver os problemas que não tínhamos. mas ainda bem que essas coisas se arrumam.
seja bem vindo de volta.
abraço!

ada disse...

Mais uma linda peça!
Dê um abraço em Larissa por mim :)

Mara faturi disse...

Um sonho seu museu...me enpoeirando e encantando por aqui;)
bjo

Theo G. Alves disse...

adinha,
você sempre um doce...
pode deixar que dou o beijo sim. e andamos com saudade de você.
beijo bem grande!

Theo G. Alves disse...

mara,
fico contentíssimo em saber que a poeira deste museu te comove.
agradeço.
beijo!!