10.3.09

Peça: 47. Uma Paisagem Curraisnovense

pedra do caju II

sob o sol
um caju de manhã
aplaca a fome

fim de tarde
e a sombra constrói
a cara de um homem.


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a foto da pedra do caju, no sítio totoró, é do site www.cnagitos.com

14 comentários:

Claudinha ੴ disse...

Theo, sempre gostei de ver desenhos em nuvens , em pedras e no que quer que se me afigurasse. Gostei do poema e da pedra! Beijos!

Theo G. Alves disse...

claudinha,
obrigado! só nao sei dizer de certo se essa pedra virou homem ou esse homem virou pedra: caju, caju sei que ela é. já meti-lhe os dentes na carne.
beijo!!!

Marco disse...

Rapaz! Que foto legal! A pedra lembra mesmo um caju, que interessante. E o seu poema casou direitinho imagem e palavra. Parabéns. Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

Arthur Dantas disse...

carissimo, peço-lhe desculpas por não ter comparecido... mas a gripe me pegou, me mordeu os calcanhares e só me largou nessa semana... peço desculpas. E adorei a poesia. Gosto de pedras. São firmes!

Mulher na Janela disse...

colhido o ranço do caju, a poesia se entope de lirismo e se espalha sobre as águas do totoró festivo.

muito linda sua poesia. muito doce. como a carne bem mordida.

beijos...

Theo G. Alves disse...

marco,
a pedra é mesmo bonita, curiosa. o poema é bem fraquinho... mas era o que havia pro momento.
obrigado pela gentileza.

abraço!

Theo G. Alves disse...

arthur,
nao se preocupe. haverá outras oportunidades.
das pedras, gosto e reconheco-as parte de mim.
abraço!

Theo G. Alves disse...

iara,
o totoró é magico, sabemos. a pedra é doce-ranço. você é sempre doçura.

beijo enorme!

ada disse...

adoro ver coisas nas pedras, adoro esses poemas daqui...

marcos pardim disse...

theo, meu velho, moro em um lugar rodeado de pedras por todo quanto é lado. há uma, inclusive, de nome afrancesado (moutonée), tombada por ser das únicas que comprovam a era glacial. temos inclusive um parque no entorno dela. no mais, para além dessas e outras semelhanças no molde da carcaça, tenho por mim que a fome é a cara do homem... abraço.

Theo G. Alves disse...

ada,
sua presença é sempre adorável.
beijo grande!

Theo G. Alves disse...

pardim,
pedras são os viventes mais comuns por estas bandas. mas acho que nenhuma tem nome afrancesado. pedra do sino, do navio, do caju... essas têm. as outras são pedras anônimas, que é uma vocação mais bonita e generosa.
abraço!!

Glória disse...

Theo meu caro,
Mais uma vez perdi um lançamento de um teu livro. Será que conseguirei algum dia estar presente? Prefiro pensar que os lançarás aos montes e que em algum destes eu estarei para aplaudir-te de pé, como uma fã que sou dos teus escritos e da tua pessoa.
Abraço e sucesso sempre!

Theo G. Alves disse...

glória,
pena voce nao poder ter estado aqui. sua presença seria uma honra.
eu agradeço demais por sua imensa gentileza.
um grande abraço!