17.1.08

Peça: 42. Uma Palavra/ Pedra

despida
entre aspas
a bruteza
de sua anatomia
me comove

crua
e pétrea
sua musculatura
e espinha
me enternecem

grossa
tessitura de pele
densa
pluma metálica
me toca

seu/ meu
o corpo rígido
o ventre mineral
da palavra
pedra

30 comentários:

douglas D. disse...

pedra-palavra que não silencia
(estilhaça)

Jacinta disse...

Pedra: de diversas cores, de vários formatos. Do tipo bruta ou lapidada. Todas me encantam como encanta-me o seu espaço que estou a explorar.
Um abraço

Jacinta

Giovanna Batini disse...

Theo, concordo com douglas, não vai sobrar vidraça... beijos de mim

+ Movimento disse...

Esculpiria essa pedra com os olhos. E com as palavras, faria com ela se movesse.

Moacy Cirne disse...

Ótimo, cara, ótimo! Um abraço. E um bom carnaval.

CeciLia disse...

Um pedra
- despida -
imagem tão bruta
que quase
me assusta
e grita...

Bom voltar aqui e te ler. Abraço.

Marco disse...

Muito bom, Theo. Boa Páscoa. Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

célia musilli disse...

Poema ótimo. E onde anda vc que fecha o museu de vez em quando, apaga tudo e deixa a gente no escuro?? rss Um beijo

Mulher na Janela disse...

Théo, querido...a quantas anda esse menino assutado de amigos?!
Estamos com saudades...

A propósito, visite a minha Janela, troquei a madeira que tava velha, agora tá luzindo de felicidade...

Um beijo de nós três!

Iara, Wescley e Iago

Márcia disse...

saudade de tu, theo. ;)
beijoooooooooooooo!

Délia disse...

Linda.
Doce, seca e forte.

Glória disse...

Bom te ler, mesmo que seja postagem tão antiga. Como estás?
Abraço grande!

Anônimo disse...

Theo,chego ao museu, vejo o pó sobre estas peças e percebo que estou mais empoeirada do que elas.
Prazer imenso no encontro com tuas
letras, silêncio intenso.
Grande beijo...Anne.

Moacy Cirne disse...

Theo: Espero que você não tenha desistido de seu blogue, já que nunca mais o atualizou. De qualquer modo, há um poema seu no Balaio. Abraços.

marcos pardim disse...

vim espiar por esse currais, ver se achava alguma pista, um rastro, uma sombra que pudesse me encaminhar até meu amigo theo... abraço.

Valdenides disse...

Precisei entrar no Museu, fazer escalavrações profundas para encontrar resquícios do que foi e é. Revirei pedras e, dentro de seu ventre mineral, descobri diamante. Beijo

Maria Maria disse...

Uma pedra. Beijos, Theo.

Botequim disse...

Oi
Num lápso postei algo no falecido no botequim poético.
Gostaria de saber o que voce acha.
Grande abraco
Victor

adelaide amorim disse...

Theo, por onde anda você, tão distante da gente? Aparece aqui, vai!
Beijo pra você.

J.R. Lima disse...

a palavra-pedra
nos castelos
igrejas
poemas
estátuas
e outras ruínas
pedrapalavrapedra
jogada contra
vidraças
pessoas
e outras ilusões
perdidas

Claudinha disse...

Theo! Como vai! Sumiu de minhas letras... Mas está com suas palavras escondidas aqui como pedras preciosas e eu garimpando novamente... Belo poema!

O meu blog comemorou 5 anos no dia 15 de julho, gostaria de lembrar que você e O Centenário foram o primeiro link, o primeiro prazer em ler o nordestino sol, para alguém que teve quase a vida interrompida e voltou em grade estilo podendo ler, andar, falar, escrever, mesmo que coisas pequenas, mas inspirada por grandes pessoas.
O Centenário fez parte da minha história, me trouxe pessoas maravilhosas e sou-lhe eternamente grata!
Fique com Deus, obrigada por partilhar comigo suas histórias numa ópoca de renascimento para mim!
Beijo!

Mulher na Janela disse...

saudades, Théo!

beijos...

Iara

Mut disse...

Mestre , só passei pra falar do blog novo (sim , depois de um longo inverno o filho pródigo à casa torna). Dá uma passada lá depois.

Abração!

Márcia disse...

Que beleza, Theo. Vou roubar pra minha pasta de especiais, tá?

Um beijo de saudade.

Myria disse...

quanta poeira... quando é que você volta do mundo dos acaros? Saudades

luma carvalho disse...

oi, oi, menino lindo... amigo de sempre e... para sempre!

entrei sem pedir licença mesmo no teu museu, de tudo mesmo!
ah... tô esperando tua visita lá em minha casa-blog, viu? vai lá tomar um cafezinho, ler alguma coisa, trocar um "dedim" de prosa ou de poesia... fico te esperando...

beijos na alma
com sabor de "saudades"

luciana
luma
lua
com sabor de

Sônia Marini disse...

Muito bom encontrar esse museu reaberto e, ainda mais, com tão belo poema.

BAR DO BARDO disse...

a isso, sim, eu chamo de estilo theo! gostei!

Theo G. Alves disse...

Sõnia,
obrigado! o poema é parte do livro novo.
fico feliz demais que você tenha gostado.
abraço!

Theo G. Alves disse...

Bardo, fico feliz que voce tenha gostado. acho que isso explica o que tentei dizer na resposta do outro comentario.

abraço!